"(...) Nem me ofender tem mais graça. Quase estou rindo dentro do sofrimento. Dentro da mais absoluta dor, há uma risada. Pressinto. Há uma gargalhada sonora, límpida. Um riso que deve trazer câimbras. Difícil é chegar lá sem enlouquecer. Não conheço ninguém que voltou para contar a piada. Há uma gargalhada no fundo, lembra um zumbido de abelhas, ou o chiado do balanço, ou o pulmão baqueando. Estou longe. Como chegar mais perto? Como?
Não tenho por onde começar a confissão, uma carta tem sempre um nome para começar, eu tenho apenas meu nome para terminá-la."

Fabrício Carpinejar
 

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