Tudo aquilo que calamos
Tudo aquilo que guardamos
O que silenciosamente foi chorado
Tudo o que tentamos por tanto tempo
Tantos meses e longos doloridos dias, esconder
Foi entregue tão rápido e fácil
Tão bonito e tão breve
No charme e ternura daquele teu olhar
No jogo meigo de teu ombro
No teu sorriso singelo de despedida
Poderia ter sido um encontro qualquer, não fosse o grito dos teus olhos
Que me disse tanto quanto tu calaste por dois novembros
Fizeste um silêncio ensurdecedor, uma falta esmagadora
Que eu chorei, sofri e calei em respeito
Perdoa que hoje não mais consigo devolver a ternura num olhar
É que durante essas manhãs frias, aos poucos, o meu orvalho secou.

Débora Aquino

Ao som de FAGNER - ESPUMAS AO VENTO
 

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